sábado, 7 de abril de 2012

XI Encontro de Psicopedagogia da Bahia





PSICOPEDAGOGIA:
ENTRE OS TRATAMENTOS
E A ESCOLARIZAÇÃO

Nesse espaço de tempo entre o X e o XI Encontro
de Psicopedagogia da Bahia, o CETIS continuou
mobilizado para a construção de uma prática
psicopedagógica cada vez mais fundamentada.

No dia a dia do fazer psicopedagógico, nos deparamos
com vários questionamentos e descobertas que nos
fazem querer estar “em encontro”.
Somos sistematicamente convocados a pensar.

• O que o psicopedagogo tem feito para fundamentar
sua formação e identidade?
• Como sustentar a prática psicopedagógica de forma
ética, cuidando da singularidade e do social?
• Quais as possibilidades e limites do diálogo entre a
psicopedagogia e as outras especialidades?
O nosso convite é para refletir e partilhar conosco
a respeito do tema Psicopedagogia: Entre os
Tratamentos e a Escolarização e outras questões
que certamente serão provocadas a partir do nosso
diálogo.
Esperamos você!
Direção do CETIS
Tereza Cristina Marinho
Comissão Organizadora do
XI Encontro de Psicopedagogia da Bahia
Milena Marinho
Scheila Fontes
Sumaia Leão
Vânia Campos.


Temário
• Psicopedagogia, os Tratamentos e a Aprendizagem
• Escola e Tratamento: Interlocução Possível?
• A Escola Regular e a Criança com Autismo
• Educação e a Constituição do Sujeito
• A Formação do Psicopedagogo
• Superexigências, Hiperpermissividades e a Patologização
do Infantil
• Propostas de Intervenção em Equipes Interdisciplinares
• O Professor e seu Espaço de Reflexão
• A Prática Institucional com Grupos
Curso
A INCLUSÃO NA ESCOLA
Maria da Paz Castro (SP)
Coordenadora de Práticas Inclusivas da Escola da Vila
Nossos Convidados
Alessandro Marimpietri (BA)
Ana Aurélia Mota Carvalho (BA)
Carmen das Graças Fernandes (BA)
Cláudia Mascarenhas Fernandes (BA)
Daniele de Brito Wanderley (BA)
Deibe Barbosa de Moraes – Espaço Escuta (PR)
Denise Sampaio Martins (BA)
Fernanda Burgos (BA)
Isabella Regina Gomes de Queiroz (BA)
Júlia Brito (BA)
Karine Araújo (BA)
Lilia Rezende (BA)
Maria Angélica Moreira Rocha – ABPp (BA)
Maria da Paz Castro – Escola da Vila (SP)
Maribel de Salles de Melo – Espaço Escuta (PR)
Scheila Bastos S. Fontes (BA)
Sonia Madi (SP)
Sumaia Leão (BA)
Valéria Aguiar – CPPL (PE)
Valesca Victor – CPPL (PE)



Nossos Convidados

ABPp (Associação Brasileira de Psicopedagogia – Seção Bahia)
Maria Angélica Moreira Rocha (BA)
Psicopedagoga com especialização em Educação Especial, Psicodrama,
Neuropsicologia e Representante da ABPp.
Alessandro Marimpietri (BA)
Psicólogo. Professor. Doutorando em Ciências da Educação (UNCUYOArgentina).
Ana Aurélia Mota Carvalho (BA)
Psicopedagoga clínica e institucional. Coordenadora das Oficinas
Ludoterapêuticas do Centro Estadual de Prevenção e Reabilitação de
Deficiências da Secretaria de Saúde do Estado da Bahia – CEPRED.
Carmen das Graças Fernandes (BA)
Fonoaudióloga (UCP – Petrópolis – RJ). Pós-graduada em Linguagem
(UFBA). Mestre (MINTER PUC-SP/UNIME – BA). Docente do curso de
graduação em Fonoaudiologia e Coordenadora do Curso de Especialização
em Motricidade Orofacial (UNIME – Lauro de Freitas).
Cláudia Mascarenhas Fernandes (BA)
Psicanalista. Presidente do Instituto Viva Infância. Doutora em psicologia
clínica pela USP. Membro do Espaço Moebius. Co-coordenadora nacional
do PREAUT Brasil (Pesquisa em Autismo).
CPPL (Centro de Pesquisa em Psicanálise e Linguagem)
Valéria Aguiar (PE)
Psicóloga. Psicanalista. Diretora Presidente do CPPL. Atuação profissional
em clínica, ensino, consultoria em gestão a instituições e equipes nas áreas
de educação, saúde e assistência social.
CPPL (Centro de Pesquisa em Psicanálise e Linguagem)
Valesca Victor (PE)
Psicóloga. Diretora Secretária do CPPL. Sócia do Círculo Psicanalítico de
Pernambuco – Formação em Psicanálise. Atuação profissional em clínica,
ensino, consultoria em gestão a instituições e equipes nas áreas de educação,
saúde e assistência social.
Daniele de Brito Wanderley (BA)
Psicóloga. Psicanalista. Coordenadora do NIIP – Núcleo Interdisciplinar de
Intervenção Precoce da Bahia.
Denise Sampaio Martins (BA)
Psicanalista. Psiquiatra Infantil.
ESCOLA DA VILA
Maria da Paz Castro (SP)
Formada pelo Instituto Singularidades. Orientadora de práticas inclusivas
na Escola da Vila. Formadora na área de educação inclusiva, atendendo
educadores das redes pública e privada, em diversas regiões do país.



Nossos Convidados

ESPAÇO ESCUTA

Deibe Barbosa de Moraes (PR)
Professora. Psicopedagoga. Especialista em Educação Especial. Especialista
em Transtornos do Desenvolvimento Infantil e Adolescência. Especialista
em Gestão Escolar.
ESPAÇO ESCUTA
Maribel de Salles de Melo (PR)
Psicóloga. Psicanalista. Membro fundadora da Associação Psicanalítica de
Curitiba e do Espaço Escuta. Especialista em Transtornos do Desenvolvimento
Infantil e Adolescência. Especialista em Estimulação Precoce.
Fernanda Burgos (BA)
Pedagoga. Especialista em Educação pela UNEB. Pós-graduanda em
Coordenação Pedagógica pela Unifacs. Atua há 15 anos como professora,
coordenadora pedagógica e diretora nos seguimentos da Educação Infantil e
Ensino Fundamental I e II. Realiza formação de professores em instituições
de educação no Brasil e em Portugal.
Isabella Regina Gomes de Queiroz (BA)
Psicóloga. Psicopedagoga. Especialista em Saúde na Infância. Atuação
profissional como psicóloga do NAPP e da APAE. Professora do curso de
Psicologia da Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública.
Júlia Brito (BA)
Pedagoga formada pela UFBa. Professora de Educação Infantil.
Karine Araújo (BA)
Pedagoga (UNEB). Psicopedagoga (CETIS). Sociopsicomotricista Ramain-
Thiers (CESIR-RJ).
Lilia Rezende (BA)
Pedagoga. Especialista em Psicopedagogia Clínica e Institucional. Membro
do Conselho Diretor da Vila Criar – Escola e Centro de Estudos. Integrante
do Grupo UQT – Uma Questão de Texto – CETIS.
Scheila Bastos S. Fontes (BA)
Pedagoga (UFBA). Psicopedagoga (CETIS). Atuação profissional como
psicopedagoga clínica.
Sumaia Leão (BA)
Psicóloga (UFBA). Psicopedagoga (CETIS). Atuação profissional como
psicopedagoga clínica. Coordenadora da Oficina de Leitura Entreprofessores
e Formação de Professores da Educação Infantil.
Sonia Madi (SP)
Coordenadora do Programa Olímpíadas da Língua Portuguesa Escrevendo o
Futuro (CENPEC – Centro de Estudos e Pesquisa em Educação, Cultura e
Ação Comunitária). Mestre em Didática pela Universidade Federal de São
Paulo.
Tereza Cristina Marinho (BA)
Diretora do CETIS. Psicopedagoga. Psicomotricista. Especialista em
Psicolinguística. Membro do Colégio de Psicanálise da Bahia.




11 de maIo – sexta –feira

13:00 às 14:00 Entrega de material
14:00 às 14:15 Abertura
Tereza Cristina Marinho (CETIS)
14:15 às 14:30 Apresentação Art ística
14:30 às 15:45 MESA REDONDA 1
Encontros para Aprender
Ana Aurélia Mota Carvalho
Lilia Rezende
Scheila Bastos S. Fontes
Sumaia Leão
15:45 às 16:00 Intervalo
16:00 às 17:00 PALESTRA 1
Entre o Psíquico e o Pedagógico: Construções
a partir da Prática Institucional
Valéria Aguiar (CCPL)
17:00 às 18:30 PALESTRA 2
Aprender a Contar: Ponto de Partida da
Prática Pedagógica
Sonia Madi
18:30 às 19:00 Intervalo
19:00 às 20:30 CURSO – Parte 1
A Inclusão na Escola
Maria da Paz Castro (Escola da Vila)
20:30 às 21:30 MESA REDONDA 2
O Problema é a Dificuldade de Aprendizagem?
Carmen das Graças Fernandes
Isabella Regina Gomes de Queiroz
Júlia Brito

12 de maIo – sábado

8:00 às 9:30 CURSO – Parte 2
A Inclusão na Escola
Maria da Paz Castro (Escola da Vila)
9:30 às 10:00 Intervalo COM APRESENTAÇÃO DE
pôsteres
10:00 às 11:30 Mesa Redonda 3
Um Tratamento Entre Tantos
Cláudia Mascarenhas Fernandes
Deibe Barbosa de Moraes (Espaço Escuta)
Fernanda Burgos
11:30 às 12:30 Palestra 3
Reinventamos a Infância? – Superexigências,
Hiperpermissividades e a Patologização
do Infantil
Alessandro Marimpietri
14:00 às 15:00 Mesa Redonda 4
O Social Circulando no Cuidado com o Singular
Denise Sampaio Martins
Karine Araújo
Valesca Victor (CPPL)
15:00 às 16:00 Palestra 4
A Inclusão do Autista na Rede Regular
Daniele de Brito Wanderley
16:00 às 16:15 Intervalo
16:15 às 17:15 Palestra 5
Novas Propostas de Intervenção em Equipe
Interdisciplinar
Deibe Barbosa de Moraes e
Maribel de Salles de Mello (Espaço Escuta)
17:15 às 18:45 Espaço Interativo
Deibe Barbosa de Moraes
Maria da Paz Castro
Maria Angélica Moreira Rocha
Sonia Madi
Valéria Aguiar
18:45 às 19:00 Enceramento
Tereza Cristina Marinho (CETIS)

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Um cordel nada encantado

Uma vergonha histórica! É como podemos resumir esses dois mandatos do atual prefeito de Salvador, João Henrique. Em oito anos de governo a cidade mudou de razoável para muito ruim ou péssima. O transporte público é uma porcaria, as vias públicas uma lástima, saúde e educação um horror. Os versos “Triste Bahia”, escritos por Gregório de Matos no século XVII, parecem ter sido inspirados na atual gestão municipal soteropolitana. Vivemos tempos mui tristes e toda essa tristeza, desalento e indignação foram muito bem traduzidos pelo cordelista, natural de Santa Bárbara, Antonio Barreto na sua CARTA DE UM CORDELISTA BAIANO AO PREFEITO JOÃO HENRIQUE, abaixo reproduzida e fartamente divulgada no Facebook. Eis a carta:
 I 
Meu querido João Henrique
Prefeito de Salvador
Eu escrevo essa cartinha
Para traduzir o clamor
Que não é somente meu
Mas de todo o eleitor.
 II 
Não escrevo com rancor
Nem busco aqui confusão
Falo pela maioria
Da nossa população
Que quer ver nossa cidade
Em melhor situação. 
III 
Não vou aqui relatar
Tudo detalhadamente
Quero apenas atentar
Para o desmando presente
De coisas essenciais
Dessa cidade carente. 
IV 
Desde a primeira gestão
Que o senhor nos prometeu
Cuidar bem da nossa urbis
Mas parece que esqueceu
Pois já são quase seis anos
Porém nada floresceu.
V  No Brasil de Norte a Sul
E também no além mar
A imagem de Salvador
Começou a declinar
Por culpa da sua gestão
Que não pode piorar. 
VI 
O abandono é total
Da Ribeira a Itapuã
De Cajazeira a Paripe
Sob os olhos de Iansã
Parece até que o senhor
Está pra lá de Teerã! 
VII 
Acho que vossa excelência
Está dormindo demais
A cada dia que passa
Vem se mostrando incapaz.
E a querida Salvador
Vai ficando para trás! 
VIII 
A sua avaliação
É bastante negativa
Porque você colocou
Nossa cidade à deriva.
Dê no pé, desapareça
Levando sua comitiva. 
IX 
Falhas no transporte público
Os salários atrasados
Débito aos fornecedores
Os bairros abandonados
Buracos, lixo na rua
E os turistas assustados.
Aquele “velho metrô”
Aliás, digo atual,
Pelo andar da carruagem
É uma obra irreal
E agora representa
O seu grande inferno astral! 
XI 
Será que o senhor conhece
A Praça da Piedade?
Pois ali é o coração
Dos poetas, da cidade
Mas durante o seu governo
Tornou-se favelidade. 
XII 
O Jardim da Piedade
O antro da poesia
Transformou-se em favela
E agora é moradia
De pedintes e drogados
Seja noite ou luz do dia. 
XIII 
Não queira dizer que eu
Estou criando barulho
Perceba que o Pelourinho
Carlos Gomes, 2 de Julho
Campo Grande, Rua Chile
Parecem mais um entulho. 
XIV 
Vá visitar Nazaré,
Avenida Sete, Barra…
Veja de perto a desordem
Todo clima de algazarra.
Mas cuidado seo Prefeito
Ali o povo te agarra!
XV 
Procure fazer a hora
Não espere acontecer.
Mas o senhor é teimoso
Não dá o braço a torcer
Sabe que já fracassou
E não quer reconhecer. 
XVI 
Esse tal PDDU
Rima com desarmonia
Favorece aos empresários
Vai de encontro à ecologia
E o IPTU, prefeito,
Haja tanta carestia! 
XVII 
Essa troca de partido
Já virou foi brincadeira
E o senhor não se dá conta
Que já está na ribanceira
Pois devolva a prefeitura
E volte a morar em Feira. 
XVIII 
Cadê o trem do subúrbio,
Não vai mais funcionar?
O povo da suburbana
Não aguenta mais penar
Justamente o eleitor
Que ajudou você ganhar. 
XIX 
E a prestação de contas
O que foi que aconteceu?
Conte logo essa estória
O povo não esqueceu.
O dinheiro foi torrado
Ou o “gato” então comeu?
XX 
A SUCOM já não atende
Às queixas dos moradores
Que passam noites insones
Embaixo dos cobertores
A sofrer com o barulho
Dos barzinhos infratores. 
XXI 
Querido prefeito João
O senhor caiu no sono:
Salvador rima com lixo
Com sujeira e abandono
Tem cara de favelão
Parece terra sem dono. 
XXII 
O senhor é um sortudo
Conseguiu ser reeleito…
Tudo isso é brincadeira
Querido e nobre prefeito
O maluco aqui sou eu:
Um eleitor com despeito! 
XXIII 
O desgaste é tão visível
Que não dá para enganar.
Acho que o senhor precisa
Uma decisão tomar:
Entregar o cargo agora
Pra Luiza governar! 
XXIV 
Pois aqui eu me despeço
Do Astral Superior
Desejando paciência
Ao povo de Salvador:
O velho Tomé de Sousa
Com carinho e com amor! 
FIM                                                                                 
                                                                                              Postado Por  Salvador na sola do pé

domingo, 29 de janeiro de 2012

Poema Falado: POEMA EM LINHA RETA



Dizem que um poeta é universal quando ele ou ela consegue transpor os limites da sua individualidade, da sua gente, do seu espaço e do seu tempo. Se é assim, o Fernando Pessoa é um dos poetas mais universais da história da poesia. Seus versos falam de sentimentos particulares que são partilhados por muita gente de ontem, de hoje e, certamente, de amanhã também. Quando há muito li os versos do POEMA EM LINHA RETA, o Poema Falado deste mês, o primeiro de 2012, logo me identifiquei. Relendo-o agora vejo como ele é tão atual, nesses tempos em que todos buscam nada menos que a perfeição, querendo a todo custo ser (ou ao menos aparentar ser) sexualmente plenos, felizes, belos, fortes, destemidos, saudáveis, inteligentes e eternamente jovens. Em outras épocas me sentia um estranho estrangeiro nesse mundo de gente “tão perfeita”. Hoje, ao deparar-me com essas pessoas tenho “sido vil, literalmente vil, vil no sentido mesquinho e infame da vileza”. E é para homenagear mais uma vez o Fernando Pessoa na pessoa do Álvaro de Campos que o Poema Falado traz o POEMA EM LINHA RETA: “Nunca conheci quem tivesse levado porrada. / Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo. // E eu, tantas vezes reles, tantas vezes porco, tantas vezes vil, / Eu tantas vezes irrespondivelmente parasita, / Indesculpavelmente sujo, / Eu, que tantas vezes não tenho tido paciência para tomar banho, / Eu, que tantas vezes tenho sido ridículo, absurdo, / Que tenho enrolado os pés publicamente nos tapetes das etiquetas, / Que tenho sido grotesco, mesquinho, submisso e arrogante, / Que tenho sofrido enxovalhos e calado, / Que quando não tenho calado, tenho sido mais ridículo ainda; / Eu, que tenho sido cômico às criadas de hotel, / Eu, que tenho sentido o piscar de olhos dos moços de fretes, / Eu, que tenho feito vergonhas financeiras, pedido emprestado sem pagar, / Eu, que, quando a hora do soco surgiu, me tenho agachado / Para fora da possibilidade do soco; / Eu, que tenho sofrido a angústia das pequenas coisas ridículas, / Eu verifico que não tenho par nisto tudo neste mundo. // Toda a gente que eu conheço e que fala comigo / Nunca teve um ato ridículo, nunca sofreu enxovalho, / Nunca foi senão príncipe - todos eles príncipes - na vida... // Quem me dera ouvir de alguém a voz humana / Que confessasse não um pecado, mas uma infâmia; / Que contasse, não uma violência, mas uma cobardia! / Não, são todos o Ideal, se os oiço e me falam. / Quem há neste largo mundo que me confesse que uma vez foi vil? / Ó príncipes, meus irmãos, // Arre, estou farto de semideuses! / Onde é que há gente no mundo? // Então sou só eu que é vil e errôneo nesta terra? // Poderão as mulheres não os terem amado, / Podem ter sido traídos - mas ridículos nunca! / E eu, que tenho sido ridículo sem ter sido traído, / Como posso eu falar com os meus superiores sem titubear? / Eu, que venho sido vil, literalmente vil, / Vil no sentido mesquinho e infame da vileza”.Boa áudio-leitura!

domingo, 25 de dezembro de 2011

Poema Falado: então é Natal!

Como diria a Simone, então é Natal! Mais uma vez, Natal! Até onde sei nessa data os cristãos se reúnem para celebrar o nascimento do verbo que se fez carne e sangue a fim de nos redimir por meio do amor, o seu maior legado. Esse é o verdadeiro espírito do Natal, ou ao menos deveria ser. Entretanto, o que temos visto ultimamente é uma festa que a cada ano se distancia mais e mais da sua essência, tornando-se uma verdadeira orgia consumista. Orgia esta que pouco a pouco mata o Menino Jesus, assim como todos os meninos e meninas que em cada um de nós existe. Eu digo “mata” porque precisamos crescer com urgência para que, com urgência, nos tornemos consumidores ávidos e eficientes. Não tenho nada contra o consumo, tampouco odeio o bom velhinho. Quero apenas lembrar que o Natal existe porque o Menino Jesus nasceu. E é justamente para celebrar esse nascimento que o Poema Falado deste mês traz os Versos de Natal do Manuel Bandeira, escritos em 1939, que nos dizem: “Espelho, amigo verdadeiro / Tu refletes as minhas rugas, / Os meus cabelos brancos, / Os meus olhos míopes e cansados. / Espelho, amigo verdadeiro, / Mestre do realismo exato e minucioso, / Obrigado, obrigado! / Mas se fosses mágico, / Penetrarias até o fundo desse homem triste, / Descobririas o menino que sustenta esse homem, / Que não morrerá senão comigo, / O menino que todos os anos na véspera do Natal / Pensa ainda em pôr os seus chinelinhos atrás da porta”. Boa áudio-leitura e Feliz Natal! (por Silvio Benevides)

sábado, 24 de dezembro de 2011

Se Deus tivesse falado, ele teria dito:

“Pára de ficar rezando
e de bater no peito! O que eu quero é que saias pelo mundo
e desfrutes de tua vida. Eu quero que gozes, cantes, te divirtas
e que desfrutes de tudo o que Eu fiz para ti.

Pára de ir a certos templos lúgubres, obscuros e frios que tu mesmo construíste
e que acreditas serem a minha casa.

Minha casa está nas montanhas, nos bosques, nos rios, nos lagos, nas praias
e no coração das pessoas. Ali é onde eu, de fato, vivo
e ali expresso meu amor por ti.

Pára de me culpar da tua vida miserável: eu nunca te disse que há algo mau
em ti ou que eras um pecador, ou que tua sexualidade fosse algo mau.
O sexo é um presente que eu te dei e com o qual podes expressar teu amor,
teu êxtase, tua alegria. Assim, não me culpes por tudo o que te fizeram crer.

Pára de ficar lendo supostas escrituras sagradas que nada têm a ver comigo.
Se não podes me ler num amanhecer, numa paisagem, no olhar de amigos,
nos olhos de teu filhinho. Sim, me encontrarás em um bom livro,
uma poesia, uma obra de arte e, quem sabe, em um mendigo.

Confia em mim e deixa de me pedir. Tu me dirás como fazer meu trabalho?
Pára de ter tanto medo de mim. Eu não te julgo, nem te critico, nem me irrito, nem te incomodo, nem te castigo. Eu sou puro amor.

Pára de me pedir perdão. Não há nada a perdoar. Se Eu te fiz, eu te enchi
de paixões, de limitações, de prazeres, de sentimentos, de necessidades,
de incoerências, de livre-arbítrio. Como posso te culpar se respondes a algo que eu pus em ti? Como posso te castigar por ser como és, se eu sou quem te fez?

Crês que eu poderia criar um lugar para queimar todos meus filhos,
pelo resto da eternidade, porque não se comportaram bem?
Que tipo de Deus poderia fazer isso?

Esquece qualquer mandamento, qualquer tipo de lei; essas são artimanhas
a fim de manipular-te, para te controlar - que só geram culpa em ti. Respeita
teu próximo e não faças o que não queres para ti. A única coisa que te peço
é que prestes atenção a tua vida, que teu estado de alerta seja teu guia.
Esta vida não é uma prova, nem um degrau, nem um passo no caminho,
nem um ensaio, nem um prelúdio para o paraíso. Esta vida é o único que há,
aqui e agora; isto é único de que precisas para crer em mim e receber da vida.

Eu te fiz livre, isto é, relativamente responsável. Não há prêmios nem castigos. Não há pecados nem virtudes. Ninguém preenche um placar. Ninguém leva
um registro. Tu és condicionalmente livre para fazer
de tua vida uma dádiva ou uma ameaça, um céu ou um inferno.

Eu não te posso dizer se há algo depois desta vida, mas posso te dar um conselho. Vive como se não o houvesse... Como se esta fosse tua única oportunidade
de existir, de aproveitar, de amar. Assim, se não há nada, terás aproveitado
da oportunidade que te dei, sendo correto e vivendo feliz.

E se houver, tem certeza de que eu não te vou perguntar se foste comportado
ou não. Só vou te perguntar se tu gostaste: se te divertiste e do que mais gostaste? O que aprendeste? O bem que fizeste?

Pára de apelar para mim - isto é supor, adivinhar, imaginar. Eu não quero
que, assim, acredites em mim. Quero que me sintas em ti.
Sim, quero que me sintas em ti quando beijas tua amada, quando agasalhas
tua filhinha, quando acaricias teu cachorro, quando tomas banho no mar.

Pára de me louvar! Que tipo de Deus ególatra tu acreditas que eu seja?
Aborreço-me quando me pedem desculpa. Canso-me quando me agradecem.
Tu te sentes grato? Basta isto.

Pára de complicar as coisas e de repetir como papagaio o que te ensinaram
sobre mim. A única certeza é que tu estás aqui, que estás vivo
e que este mundo está cheio de maravilhas.

Demonstra-o, cuidando de ti, de tua saúde, de tuas relações, do mundo.
Te sentes olhado, surpreendido, admirado? Expressa tua alegria!
Este é o jeito, o único, de me louvar. Entendeste?

Para que precisas de mais milagres? Para que tantas explicações?
Não me procures fora! Não me acharás. Procura-me dentro de ti, nos outros,
nas coisas e, sobretudo, nas relações que vives.
Aí é que estou, sempre estarei, abraçado contigo.

BARUCH SPINOZA

Filósofo
1732 - 1777
 
 
 

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Desculpa ai, mas tô ficando de saco cheio!!!

Porta da frente continua sendo a serventia da casa

Teatro Amazonas
Teatro Amazonas (MICHAEL DANTAS/ACRÍTICA)
Pero Vaz de Caminha, na famosa carta na qual relata o “achamento” da Terra de Vera Cruz, faz especial referência a maneira cordata com que o invasor foi recebido pelos nativos e tirante os poucos relatos de ataque - ao Bispo Sardinha e a uns poucos desbravadores - sempre quem aporta nessas terras é bem recebido. Sérgio Buarque de Holanda confirmou na teoria o que Caminha viu na pratica e formulou o conceito do brasileiro cordial.
Essa longa tradição de bem receber está na alma de Manaus, provavelmente por ser a Capital do Estado com a maior população indígena do País. Aqui somos pródigos no bom receber, na cordialidade, e há relatos dos mais emocionantes sobre pessoas que chegaram aqui sem nada, receberam apoio de desconhecidos; um prato de comida, um quarto para dormir, provaram um jaraqui frito e nunca mais saíram daqui. Tenho orgulho da minha cidade por isso. Sou um dos autores da coletânea “100 Histórias de Paixão Por Manaus”, da Editora Amazônia Cultural, um belo livro com belas histórias contadas por gentes de todas as partes que vivem e contribuem para o desenvolvimento dessa terra encantada de Ajuricaba. Há muitos imigrantes que contribuem para a grandeza dessa cidade da Barra de São José do Rio Negro. A eles devemos os melhores agradecimentos.
Acontece, porém, que de uns tempos para cá, certamente por conta da pujança econômica da cidade, que atraí todo tipo de pessoa, Manaus vem sofrendo ataques sórdidos e de toda ordem e a todo momento. Reclamam estes desafetos da cidade do nosso calor, reclamam do prefeito, do governador, dos senadores, dos deputados, e até ai tudo bem, eles não são daqui mesmo, só e apenas nos representam, são da casa por assim dizer. Ocorre que esses ataques estão ficando virulentos de mais. Passaram a criticar o povo, as gentes simples que fazem a terra. Criticam nossos hábitos, criticam nossa cultura, nosso estilo de vida, nosso rio, nosso trânsito, nossa culinária, enfim! Tá um bombardeio só! Em todo lugar que vou ouço, ainda calado, esses ataques. Decidi mudar. Portanto cuidado antes de falar mal de Manaus perto de mim. Poderá ser perigoso. Não vou mais ficar calado, até porque viajado que estou, vejo problemas similares em todos os lugares por onde já passei. E tem mais, não me venham com essa de que estou tolhendo o direito à crítica que todos têm. Pelo contrário, prometo ouvi-las com respeito dentro do razoável e do sensato. Não me venham com magoas por não estarem perto dos que gostam, das coisas que amam. Porta da frente senhores continua sendo a serventia da casa. Se definitivamente não gostam da cidade, não querem trabalhar para nos ajudar a construir soluções, por favor vão embora, voltem para suas origens. É o mais sensato!
Portanto, gravem ai detratores: Meu nome é Gerson Severo Oliveira Dantas, tenho 44 anos, sou nascido e criado em Manaus. Sou mestre em Sociedade e Cultura na Amazônia, formado em quase todos os ciclos escolares em escolas públicas de Manaus. Trabalho para um grupo genuinamente amazonense, dou aulas numa faculdade amazonense, tenho filhos nascidos em Manaus, moro e vou morrer em Manaus se nenhum acidente de percurso acontecer. Amo Manaus como amo minha esposa cujos defeitos do tempo só a tornam mais bela diante de meus olhos. Parodiando uma colega, Manaus é como sexo: “até quando é ruim é bom”.

 http://acritica.uol.com.br/blogs/blog_do_severo/

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Cachoeira mais uma vez em cena com o II CachoeiraDoc


Entre os dias 07 e 11 de dezembro de 2011 acontecerá no Centro de Artes, Humanidades e Letras (CAHL), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), na histórica cidade de Cachoeira, o II CachoeiraDoc – Festival de Documentários de Cachoeira. Na origem do CachoeiraDoc está o desejo de provocar um deslocamento nas rotas tradicionais dos documentários brasileiros para fazê-los chegar a Cachoeira, contribuindo, ao mesmo tempo, para fortalecer esta cidade como um espaço de produção de imagens e sons articulado com o mundo. No ano passado, quando a primeira edição do festival inaugurou esse movimento e fez circular por aqui documentários de muitos tempos e lugares, tivemos a certeza de sua força. Há algo de muito especial que se produz num lugar de encontro em que se cruzam filmes e pessoas, reunidas pela vontade de cinema, pela vontade de acessar (outros) mundos pelo cinema. E é por acreditarmos na potência dessa partilha, que começa na sala escura e se estende pelas ruas em cortejos de conversas animadas, que temos a alegria de apresentar o II CachoeiraDoc.

Escolhemos começar esta edição com um ato de memória e uma celebração do centenário de um dos grandes homens da história do país. Na sessão de abertura, Marighella, filme de Isa Grispum Ferraz, será exibido na praça. Embalado pela presença – afetiva e política – da família Marighella, o documentário projetará na cidade, entre casas e gente, seu gesto necessário de escritura da história.

E se o documentário povoa as praças da memória, ele também nos leva às praias dos afetos, da política dos afetos. Como sopros de brisa, uma pequena mas preciosa coleção de filmes de Agnès Varda, uma das mais inventivas documentaristas da história do cinema, atravessará o festival. A Mostra Documentários Experimentais reunirá filmes de realizadores brasileiros que compuseram também experiências documentais desafiadoras, articulando vida e invenção e aproximando o documentário das artes visuais. Esse diálogo será ainda festejado no encerramento do CachoeiraDoc com uma intervenção artística em que o movimento siderante das ruas da Moscou de Vertov vai transmutar os muros de Cachoeira.

Como um dos nossos desejos é contribuir para promover o encontro dos documentários com as pessoas, programamos uma sessão especial de Bahêa, minha vida, documentário baiano sobre o time de futebol que mobiliza paixões, inédito em Cachoeira, onde ainda não há sala de cinema.

Na nossa muito jovem trajetória, já temos alguns motivos para celebrar, e um dos mais importantes deles é o conjunto de filmes que recebemos de realizadores do Brasil inteiro, renovando a convicção fundadora de que há uma grande e rigorosa produção de documentários no país, e de que ela precisa ser vista. A Mostra Competitiva Nacional e, no âmbito local, a Mostra Competitiva Bahia constituem uma seleção que demonstra as múltiplas formas através das quais os realizadores brasileiros têm enfrentado os desafios do real. Não percam! (por Amaranta Cesar)
 
  
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Dia mundial de combate a SIDA/AIDS: a doença no Brasil

Desde o início da epidemia, em 1980, até junho de 2011, O Brasil tem 608.230 casos registrados de AIDS (condição em que a doença já se manifestou), de acordo com o último Boletim Epidemiológico. Em 2010, foram notificados 34.218 casos da doença e a taxa de incidência de aids no Brasil foi de 17,9 casos por 100 mil habitantes.

Observando-se a epidemia por região em um período de 10 anos, 2000 a 2010, a taxa de incidência caiu no Sudeste de 24,5 para 17,6 casos por 100 mil habitantes. Nas outras regiões, cresceu: 27,1 para 28,8 no Sul; 7,0 para 20,6 no Norte; 13,9 para 15,7 no Centro-Oeste; e 7,1 para 12,6 no Nordeste. Vale lembrar que o maior número de casos acumulados está concentrado na região Sudeste (56%).

Atualmente, ainda há mais casos da doença entre os homens do que entre as mulheres, mas essa diferença vem diminuindo ao longo dos anos. Esse aumento proporcional do número de casos de aids entre mulheres pode ser observado pela razão de sexos (número de casos em homens dividido pelo número de casos em mulheres). Em 1989, a razão de sexos era de cerca de 6 casos de AIDS no sexo masculino para cada 1 caso no sexo feminino. Em 2010, chegou a 1,7 caso em homens para cada 1 em mulheres.

A faixa etária em que a aids é mais incidente, em ambos os sexos, é a de 25 a 49 anos de idade. Chama atenção a análise da razão de sexos em jovens de 13 a 19 anos. Essa é a única faixa etária em que o número de casos de aids é maior entre as mulheres. A inversão apresenta-se desde 1998. Em relação aos jovens, os dados apontam que, embora eles tenham elevado conhecimento sobre prevenção da aids e outras doenças sexualmente transmissíveis, há tendência de crescimento do HIV.

Quanto à forma de transmissão entre os maiores de 13 anos de idade, prevalece a sexual. Nas mulheres, 83,1% dos casos registrados em 2010 decorreram de relações heterossexuais com pessoas infectadas pelo HIV. Entre os homens, 42,4% dos casos se deram por relações heterossexuais, 22% por relações homossexuais e 7,7% por bissexuais. O restante ocorreu por transmissão sanguínea e vertical.

Apesar de o número de casos no sexo masculino ainda ser maior entre heterossexuais, a epidemia no país é concentrada. Ao longo dos últimos 12 anos, a porcentagem de casos na população de 15 a 24 anos caiu. Já entre os gays a mesma faixa houve aumento de 10,1% entre os gays da mesma faixa. Em 2010, para cada 16 homossexuais dessa faixa etária vivendo com AIDS, havia 10 heterossexuais. Essa relação, em 1998, era de 12 para 10.

Em números absolutos, é possível ver como a redução de casos de AIDS em menores de cinco anos é expressiva: passou de 863 casos, em 2000, para 482, no ano passado. Comparando-se os anos de 2000 e 2010, a redução chegou a 55%. O resultado confirma a eficácia da política de redução da transmissão vertical do HIV (da mãe para o bebê).

Quando todas as medidas preventivas são adotadas, a chance de transmissão vertical cai para menos de 1%. Às gestantes, o Ministério da Saúde recomenda o uso de medicamentos antirretrovirais durante o período de gravidez e no trabalho de parto, além de realização de cesárea para as mulheres que têm carga viral elevada ou desconhecida. Para o recém-nascido, a determinação é de substituição do aleitamento materno por fórmula infantil (leite em pó) e uso de antirretrovirais.

Atento a essa realidade, o governo brasileiro tem desenvolvido e fortalecido diversas ações para que a prevenção se torne um hábito na vida dos jovens. A distribuição de preservativos no país, por exemplo, cresceu mais de 60% entre 2005 e 2010 (de 202 milhões para 327 milhões de unidades). Os jovens são os que mais retiram preservativos no Sistema Único de Saúde (37%) e os que se previnem mais. Modelo matemático, calculado a partir dos dados da PCAP de 2008, mostra que quanto maior o acesso à camisinha no SUS, maior o uso do insumo. A PCAP é a Pesquisa de Conhecimentos, Atitudes e Práticas relacionada às DST e AIDS da População Brasileira de 15 a 64 anos de idade.

Em relação à taxa de mortalidade, o Boletim também sinaliza queda. Em 12 anos, a taxa de incidência baixou de 7,6 para 6,3 a cada 100 mil pessoas. A queda foi de 17%.

Questões de vulnerabilidade – O levantamento feito entre jovens, realizado com mais de 35 mil meninos de 17 a 20 anos de idade, indica que, em cinco anos, a prevalência do HIV nessa população passou de 0,09% para 0,12%. O estudo também revela que quanto menor a escolaridade, maior o percentual de infectados pelo vírus da AIDS (prevalência de 0,17% entre os meninos com ensino fundamental incompleto e 0,10% entre os que têm ensino fundamental completo).

O resultado positivo para o HIV está relacionado, principalmente, ao número de parcerias (quanto mais parceiros, maior a vulnerabilidade), à coinfecção com outras doenças sexualmente transmissíveis e às relações homossexuais. O estudo é representativo da população masculina brasileira nessa faixa etária e revela um retrato das novas infecções. Veja também o BOLETIM EPIDEMIOLÓGICO 2011 (Fonte: Departamento de DST, AIDS e Hepatites Virais do Ministério da Saúde do Brasil).

Imagem: GUGDesign
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Por que usar a camisinha?

A camisinha é o método mais eficaz para se prevenir contra muitas doenças sexualmente transmissíveis, como a aids, alguns tipos de hepatites e a sífilis, por exemplo. Além disso, evita uma gravidez não planejada. Por isso, use camisinha sempre.

Mas o preservativo não deve ser uma opção somente para quem não se infectou com o HIV. Além de evitar a transmissão de outras doenças, que podem prejudicar ainda mais o sistema imunológico, previne contra a reinfecção pelo vírus causador da aids, o que pode agravar ainda mais a saúde da pessoa.

Guardar e manusear a camisinha é muito fácil. Treine antes, assim você não erra na hora. Nas preliminares, colocar a camisinha no(a) parceiro(a) pode se tornar um momento prazeroso. Só é preciso seguir o modo correto de uso. Mas atenção: nunca use duas camisinhas ao mesmo tempo. Aí sim, ela pode se romper ou estourar.

A camisinha é impermeável – A impermeabilidade é um dos fatores que mais preocupam as pessoas. Pesquisadores dos Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos esticaram e ampliaram 2 mil vezes o látex do preservativo masculino (utilizando-se de microscópio eletrônico) e não foi encontrado nenhum poro. Em outro estudo, foram examinadas as 40 marcas de camisinha mais utilizadas em todo o mundo. A borracha foi ampliada 30 mil vezes (nível de ampliação que possibilita a visão do HIV) e nenhum exemplar apresentou poros.

Em 1992, cientistas usaram microesferas semelhantes ao HIV em concentração 100 vezes maior que a quantidade encontrada no sêmen. Os resultados demonstraram que, mesmo nos casos em que a resistência dos preservativos mostrou-se menor, os vazamentos foram inferiores a 0,01% do volume total. Ou seja, mesmo nas piores condições, os preservativos oferecem 10 mil vezes mais proteção contra o vírus da aids do que a sua não utilização.

Onde pegar – O preservativo masculino é distribuído gratuitamente em toda a rede pública de saúde. Caso não saiba onde retirar, ligue para o Disque Saúde (0800 61 1997). Também é possível pegar camisinha em algumas escolas parceiras do projeto Saúde e Prevenção nas Escolas.

Você sabia... Que o preservativo começou a ser distribuído pelo Ministério da Saúde em 1994?

Como é feita a distribuição – A compra da maior parte de preservativos e géis lubrificantes disponíveis é feita pelo Ministério da Saúde. Aos governos estaduais e municipais cabe a compra e distribuição de, no mínimo, 10% do total de preservativos nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste e de 20% nas regiões Sudeste e Sul. Veja a distribuição nos estados.

Após a aquisição, os chamados insumos de prevenção saem do Almoxarifado Central do Ministério da Saúde, do Almoxarifado Auxiliar de São Paulo e da Fábrica de Preservativos Natex e seguem para os almoxarifados centrais dos estados e das capitais (Fonte: Departamento de DST, AIDS e Hepatites Virais do Ministério da Saúde do Brasil).
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